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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

O que é que se come aqui? As sugestões da Chef Sara (#1)

Tradução: "A previsão para esta noite é 0%
de probabilidade de eu cozinhar." 
Eu gosto muito de cozinhar, mas sou muito preguiçosa para o fazer. Costumo guardar receitas de refeições todas elaboradas, mas quando chego ao momento de as pôr em prática, dá-me uma moleza e acabo por cozinhar o prato mais simples que conheço: bifes grelhados com massa ou arroz (eu prefiro massa, o David prefere arroz). Também tenho de dar crédito ao meu marido, que me ajuda muito na cozinha.
Mas, uma vez de longe a longe, dá-me um chilique e cozinho assim umas cenas bué gourmet (só que não).
Vou começar a partilhar convosco algumas das minhas receitas. Aviso já que não são originais, eu costumo procurar ideias na Internet e depois dou o meu toque.
Hoje vou partilhar convosco o meu espectacular (modéstia à parte) frango teriyaki. Comemos uma vez num restaurante chinês e ficámos fãs, por isso aprendi a receita e comecei a fazer em casa. Basicamente, é frango com molho agridoce.

Ingredientes
- Peitos de frango (cortados em pedaços tipo strogonoff)
- Açúcar mascavado (podem utilizar mel, mas pessoalmente prefiro o açúcar) 
- Molho de soja
- Vinagre de sidra
- Alho em pó
- Sal

A carne é frita com margarina ou azeite, temperada com sal e alho. Quando estiver cozinhada, começa-se a fazer o molho teriyaki (na mesma frigideira em que se faz a carne). Eu ponho tudo a olho: o açúcar, o molho de soja e o vinagre. Mistura-se tudo, mexe-se bem, deixa-se ferver, para que o açúcar também derreta por completo. O segredo é ir provando o molho e equilibrar os sabores. Não o queremos nem muito salgado, nem muito doce, nem muito ácido. O equilíbrio é o mais importante.
Depois, é servido com o que vocês quiserem, massa, arroz ou legumes.
Et voilá! É mais ou menos isto. Se tiverem alguma dúvida, não hesitem em deixar as vossas perguntas nos comentários ali em baixo.

Bon apéttit! 


sábado, 26 de janeiro de 2019

Só comigo (#2)

Corria o ano de 2005. A jovem Sara, então com 12 anos, correu para o cinema em Peniche (sim, Peniche chegou a ter uma sala de cinema. Bons velhos tempos) para assistir ao filme "Batman - O Início". Como podem notar, o meu fascínio por super-heróis já vem de há muitos anos. Na verdade, tudo começou pelo X-Men e o Homem Aranha, mas acabei por ficar fã do Batman também (apesar de pertencer a outra "equipa", se é que me entendem).
Gostei imenso do filme, da personagem de Bruce Wayne, do seu alter ego de super-herói, da cidade de Gotham, que tinha tanto de sinistra como de fascinante... Gostei tanto que fiquei com uma vontade doida de a visitar um dia. Pois... já estão a ver a cena, não é? Mas esperem, o melhor está por vir. Não sei se foi a inocência dos meus 12 anos, ou se foi pura ignorância, mas depois de ver o filme, voltei para casa, e a primeira coisa que fui fazer foi procurar a cidade de Gotham num atlas (isto porque, no meu tempo, nem toda a gente tinha internet em casa. Eu era uma dessas pessoas. Sempre que quisesse pesquisar algum assunto, tinha de recorrer a enciclopédias). Repetição para ênfase: eu procurei Gotham num atlas. Corri o mapa dos Estudos Unidos (óbvio) de uma ponta à outra e ainda fui ao índice, e nada. Como devem calcular, foi uma grande desilusão descobrir que Gotham era uma cidade fictícia. Fiquei com um trauma para o resto da vida.
E é isto. Eu era mesmo retardada.

Boa noite, minhas coisinhas lindas
Sara Marques

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Sara's Mixtape #2

"We grow up,
Never grow old..."
- Paramore, Grow Up

"I'm bulletproof, nothing to lose
Fire away, fire away
Ricochet, you take your aim
Fire away, fire away,
You shoot me down, but I won't fall
I am titanium..."
- David Ghetta ft. Sia, Titanium

"You are an artist
Your heart is your masterpiece..."
- Sleeping At Last, I'll Keep You Safe

"Even the darkest night will end
And the sun will rise..."
- Les Misérables Soundtrack, Epilogue


segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Desfile de moda inverno penicheiro

Boa noite, minhas coisinhas mais lindas e fofas! Espero que tenham sobrevivido a esta segunda-feira gelada. E por falar em frio de morte, hoje o pessoal teve de se agasalhar bem, certo? Errado! Não sei o que deu às garotas aqui da terra, o frio deve ter-lhes congelado os neurónios de tal forma que nem conseguiram decidir conscientemente o que vestir para enfrentar este tempo glacial.
Ora bem, o que é que sucede... ia eu com a minha querida amiga, a Miss Light Rock (entendedores entenderão), na rua, as duas todas enchouriçadas com camisolas de lã, casacos para neve, cachecóis e gorros, ela toda entusiasmada porque tinha vestido dois pares de collants, porque é uma friorenta do pior, quando, de repente, passa por nós uma cachopa de calçãozinho quase a ver-se as bimbocas, e um topezinho de alças a mostrar o "imbigo". Eu não estou a inventar! Isto é a pura das verdades, meus caros leitores. Nós até nos voltámos para trás e ficámos embasbacadas a olhar para a miúda.
Mas o desfile das mal-vestidas não ficou por aqui. Mais adiante, deparamo-nos com outra cachopa, desta feita vestida com um daqueles pijama-macacão muito in, com o feitio de um unicórnio, com chifre incluído no carapuço e tudo. E por cima, para completar a fatiota toda fashion, um blusão de cabedal.
E pensavam que ficava por aqui? Há mais! Ao fim da tarde, voltámos a deparar-nos com  outra moça, a sair de um estabelecimento público, de pijaminha e chinelo de quarto! Mas como estava um friozinho muito agradável, também esta vestiu um blusão de cabedal, o que dá um style de fazer inveja às inimigas.
Não sei o que se passa com a juventude de hoje, se isto de andar em pijama na rua agora é moda ou quê, porque no meu tempo na havia nada disto. Eu devo estar muito desatualizada nesta área, só pode. Alguém me sabe explicar o que se passa???
E prontos, é isto. Peniche está muito à frente no que toca a moda de inverno.

Durmam bem e bons sonhos, criaturas.
Com amor, 
Sara Marques

Trad.: "Chama-se moda, Brenda, vai pesquisar".
Pois, talvez seja eu que estou ainda a viver na era dos afonsinhos.
Tenho de me actualizar com as modas.
Mas acho que o que faltava ver hoje eram realmente umas Croc's.
E com meiinha por baixo para complementar ali a coisa.



sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Dicionário de expressões penicheiras

Hoje vou mostrar-vos algo diferente. Em 2017, iniciei o "projecto" de compilar palavras e/ou expressões ditas e ouvidas aqui na santa terrinha. Com a ajuda de vários amigos penicheiros de gema, e da minha experiência no terreno, o dicionário está a compor-se.

Almerroides ou almorródias - hemorróidas 

Atenção artificial - tensão arterial 
Alservar - observar
Análses - análises 
Antóinhe - António 
Antesdonte - anteontem
Assentar - sentar
Alimbrar - lembrar
Arrequelher - recolher
Álcare - álcool
Atanaz - tenaz
Adonde - onde
Auga - água
Arrexada - pancada
Atão - então 
Beráque - buraco
Bica bunato de soda - bicarbonato de sódio
Buída - bebida
Budêra - bebedeira
Basilca - vesícula 
Bombêre - bombeiro
Cadinhe - bocadinho
Cambra - câmara
Cásê - cá sei (sei lá/não sei)
Coida - côdea 
Companhêre - companheiro
Cáminéte - camioneta
Carapintêre - carpinteiro 
Casque - casco
Castrol - colesterol 
Cérve - cérebro 
Chê - cheio 
Chenéles - chinelos
Chora - autocarro urbano
Cerimoina - cerimónia
Ciclóine - tempestade
Chamusca - chamuça
Chóriçe - chouriço 
Crosca - crosta
Cólidade - qualidade
Côsa má linda - coisa mais linda
Décandas - onde é que andas?
Dendesde - desde
Derriade dos rinzes - dores nos rins
Dores na percical - dores na cervical 
Dejante - desejante ou desejoso
Desforço - esforço 
Deslargar - largar
Descadas ou escaides - escadas
Desmagrecer - emagrecer 
Desquecer - esquecer
Dexistir - existir 
Empaxar - estorvar
Enxemple - exemplo
Esbilico - anti-histamínico
Escandalosa - espondilose
Espinsóires - suspensórios
Esprites - espíritos
Estrume - estrondo
Esquersão - excursão 
Estrabedar - transbordar
Fê - feio
Fêra - feira
Ferruge - ferrugem
Fegarêre - fogareiro
Fezes - preocupações 
Fola - mar agitado
Fôtes - foste
Frivrifique ou figurino - frigorífico 
Gásól - gasóleo 
Górdenápe - guardanapo
Guemitar ou gómites - vomitar ou vómitos
Guelemices - gulodices 
Imblancia - ambulância 
Invinciado - viciado
Inzames - exames
Ingueniade - agoniado
Imen ou nimed - INEM
Hóme - homem
Jête - jeito
Jêtera - jeiteira (não tem jeiteira ou jeito) 
Jintar - jantar 
Jule - Júlio 
Lâra ou larota - sujidade
Lápes - lápis
Líder ou lidél - lidl
Licotes ou licótére - helicóptero
Lête - leite
Lonjura - muito longe
Mantêga - manteiga
Machinha - mão cheiinha
Mêdês - meu Deus
Menicade - comunicado
Melhér - mulher
Melhade - molhado 
Menza - mesa
Mê - meu ou meio (depende do contexto)
Mercar - ir à praça  (mercado municipal)
Migue - amigo
Nassê - não sei
Nalgas - nádegas
Nerves - nervos 
Nha - minha
Nine - menino
Ómessar / ómosse - almoçar / almoço 
Ómidade - humidade
Ódespois ou ópois - depois
Óliques - óculos 
Oltóquelante - autocolante 
Opuração - operação 
Ócsagéne - oxigénio
Penichêre - penicheiro
Perdute - produto 
Permnia - pneumonia
Pertante - portanto
Pêxe - peixe
Piconés - piones
Pinselina - penicilina
Piqueninine - pequenino
Pirum - peru
Plástica - plasma (tv)
Pôquexinhe - pouquinho (muito pouco)
Poribide - proibido
Poster - posto/canal televisivo
Preciosas - persianas 
Prosta - próstata 
Prosta no joelhe - prótese no joelho 
Prontes ou prantes - pronto
Quêmáde - queimado
Quemer - comer
Quemigue - comigo
Quêje - queijo
Queláre - claro
Quertár - cortar
Queréde - credo
Quespir - cuspir
Questelas - costelas
Queração - coração 
Querrês - correios
Quéte - quieto
Rabeçáde - rebuçado 
Resiste - registo
Resvirar - revirar
Regide - ruído 
Sacreficse - crucifixo
Sarrapatel - barulho
Seingue - sangue 
Segáde - sossegado
Sepápe - chapada 
Serve da cabeça - cérebro
Serripar - sorripar (chuviscar)
Sisne - sismo
Sobejar - sobrar
Sóce - sócio 
Tavem - estavam
Tauba - tábua 
Telfenia - rádio
Tinturas - tonturas 
Tóine - António
Trambelhe - trambelho (não tem trambelho ou jeito) 
Travões - trovões 
Triquelações - articulações 
Trêne - treino
Tufenar - telefonar
Vespra - vespa
Viétes - vieste
Zimbora  - vamos embora
Vitaru ou Viter - Vítor



A célebre Nau das Corvos para terminar em beleza 


quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Alvo para este ano (e para os anos seguintes se eu não me passar de vez): Ser mais paciente

Já alguma vez experimentaram fazer uma lista de cenas do dia-a-dia que vos irrita? Eu fiz uma tão extensa, que no fim me deixou a pensar que talvez eu não seja assim tão paciente como eu me considerava. Mas tenho por alvo continuar a cultivar a paciência! 
Então, cá vai disto.

- Collants, daquelas fininhas, de vidro ou o raio que as parta, que se rasgam com a maior das facilidades. Parece invenção do "demo", um bicho nervoso do qual nem nos podemos aproximar para não o alvoraçar. Todas as semanas estrago um par de collants, mais vale sustentar um burro a pão de ló. Um dia destes, rasgaram-se logo depois de as vestir, mas não foram mais teimosas do que eu, tiveram de aguentar a tarde toda. Quando cheguei a casa à noite, já tinha o dedo grande do pé todo de fora e um rasgão a escalar-me pela canela acima! Que nervos.

- Limar as unhas. Não suporto. Parece uma tortura. A minha esteticista favorita já teve a oportunidade de ver as caretas que faço quando me arranja as unhas. Felizmente, isso é uma raridade.

- Camisolas de gola alta. Sinto que me querem estrafegar até à morte.

- Falsidade. Acho que é uma irritação geral. 

- Quando passo o dia a pensar nos petiscos deliciosos que tenho em casa, e quando lá chego, alguém já os comeu. 

- Quando me mandam calar. É uma falta de respeito.

- Sabichões, sofómanos, Mr. Know-it-all, o que lhes quiserem chamar. Aquelas pessoas que têm a mania que sabem tudo e, no final das contas, não sabem nada. Não há pachorra.

- Quando a rádio não toca as músicas que gosto. Que afronta!
As quatro estações numa semana?
Em Peniche temos disso.

- O "microclima" da minha terra. De manhã saio de casa toda agasalhada a pensar que está muito frio, chego a meio da manhã a destilar como um alambique, visto uma roupa mais fresca à hora do almoço, e a meio da tarde já estou a tremer o queixo e a formar estalactites nas narinas. Ninguém consegue compreender o clima desta terra levada da breca. Algo recorrente durante o inverno é termos manhãs em que chove tanto que dá vontade de pedir ao Noé que nos deixe entrar na arca, e as tardes são tão solarengas que até apetece ir molhar os "presuntos" à praia. É um clima bipolar, só pode.

- O trânsito em Peniche durante o verão. Passo-me dos carretos com o pessoal todo de férias e a passear, seja a pé ou de carro. Uma pessoa quer fazer a sua vidinha normal e demora meia hora de Peniche de Baixo a Peniche de Cima (normalmente demora-se uns dolorosos três minutos). E para piorar, o pessoal parece que fica meio aparvalhado e esquece-se como se conduz. A buzina até fica gasta. 

É a lista continua. Mas não vou acrescentar mais nada para não parecer que estou mal com a vida. 


Com amor, 
Sara Marques 





terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Só comigo (#1)

Bom dia, minhas coisinhas mais lindas! Está um dia tão bonito e solarengo (nada típico de Peniche), é feriado e só apetece ficar em casa a engonhar. 

Hoje lembrei-me de uma uma situação que me aconteceu há três anos atrás, e que dá vontade de viajar no tempo e dar um valente par de estalos a mim própria. É simplesmente vergonhoso.

Então, aconteceu na nossa lua-de-mel, em S. Miguel, Açores. Eram oito da manhã, no hotel, estávamos à espera do elevador para descermos para tomar o pequeno-almoço. Quando as portas do elevador abrem, sai uma senhora de nacionalidade alemã, que nos brinda com um sorriso e saúda-nos com "Guten morgen". Nós, ainda meio ensonados, tentámos cumprimentá-la também. O meu marido sai-se com uma mescla de inglês/alemão, balbuciando "Gooden mornen". Já eu, como aprendi alemão na escola secundária, ia responder no próprio idioma da senhora. Fiz uma pausa para compor as ideias, e digo... "Manhanha". Nós entramos no elevador, e, de repente, cai-me a ficha e digo ao David "Eu disse 'manhanha'. Mas que raio é 'manhanha'?". O que é certo é que rimos que nem perdidos. Estão a ver, isto é o que dá a presunção. É uma coisa má, muito má, que pode trazer grandes constrangimentos. 

Só comigo é que estas coisas acontecem. Como não é um caso isolado, vou tornar esta rubrica algo regular. Pelo menos entretenho-vos com os meus "infortúnios".

Com amor,
Sara Marques

Tradução: "Os meus últimos três neurónios a observar-me durante o dia" 


sábado, 29 de dezembro de 2018

Factos curiosos sobre mim (Parte 2)

Bem-vindos de volta, meus fiéis seguidores. Sintam-se à vontade para desfrutar desta breve viagem pelo meu caótico mundo. O quê, não me digam que esperavam que tivesse desistido desta cena do blog? Eh pá, olhem, desculpem desiludir-vos, estou aqui e e vim para ficar (isto soa-me familiar. Não é a letra do "Let it go"? Eu não a sei de cor nem nada. Eu? Nem pensar). Estou a começar a divagar, vamos ao que interessa.



- Detesto cor de laranja. Acho que enjoei da cor porque a minha mãe me comprava imensas roupas laranja. Agora não tenho uma única peça de roupa nesse tom infernal, nem consigo olhar para ela.


Os sacaninhas, Pipoca e Loki

- Gosto imenso de gatos, apesar de em criança ter pavor deles. Agora apetecia-me adoptar todos os gatos vadios que encontro na rua, por mais feios e ramelosos que eles sejam. Mas já me chegam os dois bichos fofinhos e desmiolados que tenho em casa: uma gata chamada Pipoca (três anos) e o Loki (um ano). Dizem que os animais reflectem a personalidade dos donos, e posso garantir-vos que é verdade. A Pipoca é rezingona como eu e o Loki é desastrado como o meu marido.


Este é o único item coleccionável que possuo,
porque não há dinheiro para esses vícios.

- Tenho uma ligeira obsessão pelos super-heróis da Marvel. Vi todos os filmes e alguns deles até sei as falas de cor (isto é o que dá não ter mais que fazer. Ainda bem que criei o blog, estava mesmo a precisar de algo que ocupasse o tempo infinito que tenho livre). Como é óbvio, tenho favoritos: Capitão América, Bucky Barnes e Loki (não me venham dizer que ele é um vilão. Ele é apenas incompreendido, está bem? Leave Loki alone!). 



- Como mencionei anteriormente, vivo numa pequena cidade piscatória chamada Peniche (que raio de nome, meu Deus). Não é uma cidade muito bonita, para ser sincera. É suja e confusa, cheia de gente preguiçosa e inculta, e com mais descampados cheios de caniços, trampa de cão e pulgas do que casas habitáveis (estou mesmo a ver que vou ser excomungada pelos "penichêres" ferrenhos). Por outro lado, a cidade compensa por estar rodeada de mar e ter as mais belas paisagens que se pode desejar. O pôr-do-sol então é "top", super "instagramável" (rematei aqui bem a coisa, não foi?) (Já agora, sou a única a achar a expressão "top" um tanto ou quanto bimba? Sei lá, não me soa bem, é pirosa. Está decidido, não voltarei a usá-la).
Só para vocês, minhas coisinhas mais lindas, fui em busca da foto mais "instagramável" que possuo.
Foi tirada por mim, com uma câmara tão "xpto" que mal sei usar, dei uns retoques no Photoshop, et voilá!
Ninguém diria que a meio metro de distância de mim se encontrava uma poia canina gigante.



E pronto, é isto. Por esta altura vocês já devem estar a cortar os pulsos com uma faca de cortar manteiga derretida ao sol. Eu prometo melhorar as minhas piadas. Tenho de fazer uma maratona de todas as séries da Fox Comedy a ver se aprimoro os meus dotes humorísticos.


Com amor, 
Sara Marques